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Se formos comparar o período pré e pós-pandemia no mundo corporativo, é mais fácil listar o que não mudou, do que dizer tudo o que foi transformado nesses últimos dois anos.
A reconfiguração de espaços físicos, reestruturação de equipes, digitalização acelerada e a flexibilização do trabalho mudaram por completo as relações entre líderes e colaboradores, dando origem ao que podemos chamar de “os novos líderes pós-pandemia”.
Employee Experience
Até pouco tempo atrás era comum que as empresas colocassem toda a sua energia do lado de fora, construindo e valorizando a experiência do cliente.
Apesar de ainda ser um desafio, isso já se tornou parte da cultura das organizações e foi internalizado melhor por meio de processos. Então é hora de ampliar a perspectiva e voltar o olhar para dentro, valorizando também a experiência do colaborador – ou Employee Experience, como também é conhecida.
Um estudo realizado no último ano pela consultoria Willis Tower Watson (WTW) mostrou que melhorar a experiência dos colaboradores é uma das principais prioridades para a maior parte das empresas.
Mais de nove em cada 10 empregadores (92%) indicam que o aprimoramento do Employee Experience será uma prioridade nos próximos três anos, enquanto apenas 52% disseram que essa era uma prioridade para sua organização antes da pandemia.
Segundo a WTW, esse aumento reflete a percepção de que colocar a experiência do colaborador como uma prioridade impulsiona o engajamento (81%) e o bem-estar dos funcionários (80%), bem como a produtividade (79%) e o desempenho geral dos negócios (78%), criando valor tanto para os funcionários quanto para a empresa.
Expectativas e Necessidades
Os novos líderes pós-pandemia devem, cada vez mais, estar dispostos a abrir mão de ferramentas de controle, fazendo jus a uma relação agora pautada em transparência e confiança.
Ainda que boa remuneração e benefícios façam a diferença, não é isso que realmente brilha os olhos dos colaboradores, que valorizam muito mais um ambiente de trabalho saudável, onde respeito, reconhecimento e aprendizado constante são prioridade.
Preocupar-se apenas com os resultados é um erro. Hoje, mais do que nunca, é importante que as empresas se reconectem com a sua essência e sua humanidade, colocando pessoas à frente dos números.
Isso exige dos líderes uma postura cada vez mais empática, flexível e situacional. Os desafios são grandes, mas as possibilidades de ganhos são ainda maiores.
Qual você considera o maior desafio dos líderes pós-pandemia?